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Amazônia Científica leva divulgação científica e oportunidades para jovens das ilhas do Pará

Publicado: Terça, 04 Agosto 2026 22:04 | Última Atualização: Terça, 04 Agosto 2026 22:17 | Acessos: 22

 

Projeto coordenado pela Associação Nacional de Pós-Graduandos, em parceria com associações de pós-graduandos do Pará, busca aproximar a ciência produzida nas universidades das juventudes insulares e fortalecer o protagonismo das comunidades amazônicas

Levar a ciência para além dos muros das universidades e aproximá-la de quem vive nos territórios amazônicos. É com esse propósito que nasce o projeto Amazônia Científica, iniciativa de divulgação científica e formação voltada à juventude das ilhas do Pará.

Coordenado pela Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), por meio do seu diretor de Comunicação, Lucas Paixão, mestrando em Ensino de Matemática pela Universidade do Estado do Pará (UEPA), o projeto é desenvolvido em parceria com as associações de pós-graduandos da Universidade Federal do Pará (UFPA), Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), Universidade do Estado do Pará (UEPA), Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (UNIFESSPA) e Universidade da Amazônia (UNAMA).

A iniciativa busca criar pontes entre a produção científica desenvolvida nas universidades e as comunidades insulares, apresentando aos jovens diferentes áreas do conhecimento, possibilidades de formação acadêmica e caminhos para o ingresso no ensino superior.

Voltado prioritariamente para jovens de 16 a 29 anos, o projeto prevê a realização de palestras, oficinas, atividades de divulgação científica e ações culturais. A proposta é aproximar os participantes de pesquisas desenvolvidas na Amazônia e mostrar que a universidade e a ciência também são espaços que podem ser ocupados pela juventude dos territórios insulares.

Para o coordenador do projeto, Lucas Paixão, a iniciativa representa uma oportunidade de aproximar a ciência da realidade vivida pelas comunidades amazônicas.

“O Amazônia Científica nasce para aproximar a ciência das comunidades e mostrar aos jovens que eles também podem ocupar a universidade e produzir conhecimento. Queremos construir uma ponte de mão dupla, valorizando os saberes dos territórios e despertando novas vocações científicas. Acreditamos que fortalecer a juventude é também fortalecer o futuro da Amazônia.”

O projeto conta com recursos do edital Juventude Solidária, do Governo Federal, que possibilitou a aprovação de R$ 33 mil para a realização da iniciativa no Pará.

A iniciativa também conta com o apoio institucional da Universidade Federal do Pará (UFPA). A equipe do projeto foi recebida pela vice-reitora Loiane Prado, que conheceu a proposta e manifestou apoio à realização das atividades.

Além da UFPA, o Amazônia Científica conta com o apoio do vereador Rodrigo Moraes, do PCdoB de Belém, e do ex-presidente da Imprensa Oficial do Estado do Pará (IOEPA), Jorge Panzera. Ambos são grandes parceiros do movimento nacional de pós-graduandos e possuem uma trajetória histórica de incentivo e apoio a iniciativas voltadas à ciência, à educação e à juventude.

Para Marcos Rodrigo, presidente da Associação de Pós-Graduandos, a iniciativa representa o "poder da ciência como movimento transformador da sociedade local". 

Ciência e juventude nos territórios amazônicos

A Ilha do Combu, na região insular de Belém, está entre os primeiros territórios que receberão as ações do projeto. Em julho, a equipe realizou uma visita técnica para conhecer a realidade local e dialogar com moradores e parceiros.

Durante a visita, a equipe esteve na Saldosa Maloca, onde foi recebida pela proprietária, Prazeres. O espaço apoiará a iniciativa e será disponibilizado para a realização das atividades com a comunidade. A previsão é que as ações com os jovens tenham início a partir de agosto.

A proposta é que o projeto avance para outros territórios insulares, fortalecendo a aproximação entre universidades, pesquisadores e comunidades. Mais do que levar conhecimento científico, o Amazônia Científica busca construir uma relação de troca, valorizando os saberes locais e reconhecendo os jovens como protagonistas na construção do futuro da região.

Com a ciência produzida na Amazônia cada vez mais próxima de quem vive na Amazônia, o projeto aposta na juventude como força fundamental para transformar os territórios e construir um futuro mais inclusivo e sustentável para a região.

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